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Cuidador de idosos
 

Os idosos têm limitações, como têm limitações as crianças, os jovens e os adultos. Em cada fase da nossa vida temos nossas capacidades e nossas limitações. Por isto, cada fase da nossa vida tem vantagens e desvantagens. Se envelhecermos com saúde, podemos viver a velhice com autonomia e dignidade. Porém, o envelhecimento saudável ainda não é a nossa realidade. O modelo de assistência a saúde carece de ações práticas em geriatria, pecam ao se deter em atitudes curativas e restritivas, esquecendo-se do mais importante em saúde, a prevenção.

O segmento populacional que mais sofre internações hospitalares, proporcionalmente, é o dos idosos e o custo destas internações, que tende a serem prolongadas pela cascata de eventos mórbidos, atinge percentuais significativos em todos os planos de saúde, comprometendo a lucratividade e o repasse aos cooperados.

Sabemos que não temos estatísticas precisas sobre idosos no Brasil. Para uma população de 185 milhões, calcula-se um contingente aproximado de 10%, mais de 18 milhões de pessoas. Afirma-se que o número de idosos fragilizados, com diversos graus de dependências é muito elevado. Alguns autores afirmam que a doença de Alzheimer atinge 6% dos idosos, temos ainda o mal de Parkinson, os acidentes vasculares cerebrais, os enfartes, as fraturas, os casos de diabetes com complicações avançadas, entre outros. Quantos dos 18 milhões de idosos brasileiros estão severamente fragilizados? Não possuímos estatísticas a esse respeito.
Talvez um número entre l,5 e 2 milhões?

Qual o nível e o padrão de cuidados que eles recebem no momento? Talvez um bom atendimento em lares de idosos e instituições de longa permanência, sendo a grande maioria deles particulares que se mantêm cobrando seus serviços dos internados. Onde a preocupação maior é a higiene, alimentação e medicação. Só isso é suficiente? Alguns possuem assistência de equipe multidisciplinar que procura discutir e adequar soluções para eventuais situações vivenciadas por esta população. Que percentual de pessoas idosas são beneficiadas por este sistema? Também não sabemos números exatos, mas com certeza são poucos diante dos números que tendem a aumentar. E o restante da população idosa, aquela que opta ou precisa ficar em seus lares, que tipo de atenção é dispensada para esta população?